Arquivo da tag: ufop

Aquecimento global e o questionamento sobre uma geração sustentável

Bruna Lapa e Filipe Monteiro

Nova Iorque é o palco principal. Invasões alienígenas, conspirações de estado, desastres naturais. Se o mundo chega ao fim, o fim começa na Big Apple, tendo, além da grande população americana, a Estátua da Liberdade como principal alvo.

divulgação: Google Imagens

Reprodução: Google Imagens

Muita calma! O mundo não acabou, pelo menos ainda não. Não há motivo para se desesperar. As questões ambientais que Hollywood faz questão de exagerar nas suas produções, já são discutidas no meio científico há algum tempo.

Clique aqui e saiba mais um pouco sobre o que fazer antes que o mundo acabe.

Os primeiros estudos sobre o que um dia passariam a ser pesquisas sobre o Aquecimento Global tiveram origem no final do século XIX, a partir do momento em que a tecnologia permitiu que o homem estudasse o clima mundial e pesquisasse os conceitos de sensibilidade climática.

O tema só passou a ser de grande relevância no meio acadêmico, no entanto, há aproximadamente quatro décadas, quando os satélites da Nasa passaram a medir a temperatura da Troposfera inferior através da monitoração da atmosfera terrestre.

Confira uma animação da Nasa que explica o Aquecimento Global: Nasa explica o aquecimento global.

A partir do momento em que o aquecimento global passa a ser um dos temas mais discutidos na mídia e no meio científico-acadêmico, surge uma preocupação: o que fazer para retardar este processo?

O aquecimento global é resultado da intensificação do efeito estufa, processo natural no qual a concentração de gás carbônico na atmosfera bloqueia a saída dos raios solares que nela entraram, resultando um superaquecimento terrestre. O ponto-chave sobre tal aumento baseia-se na concepção de que as ações humanas, tais como poluição, queimadas, desmatamento e elevado uso de automóveis, são fatores determinantes para que este problema climático se agrave, à medida que tais ações colaboram para o aumento na liberação do dióxido de carbono na atmosfera.

Fonte: U.S Environmental Protection Agency

Atualmente, as pesquisas sobre as mudanças climáticas não se restringem apenas ao meio acadêmico-científico. O debate acerca da hipótese do aquecimento da Terra permeia os âmbitos políticos, econômicos e sociais. Devido à relevância do tema, grandes potências passaram a realizar conferências mundiais a fim de buscar soluções para o problema, tais como,  determinar uma redução na emissão de gases-estufa e aplicar uma corrente que ganha mais adesão popular a cada dia: a sustentabilidade.

Uma nova perspectiva

Em oposição à visão amplamente divulgada sobre a intervenção humana nas mudanças climáticas, bem como no aquecimento global, surge uma nova hipótese científica. Um grupo de cientistas contesta e põe em dúvida a ótica sob a qual o aquecimento global é comumente abordado. Representando o “Lado B” da história, estas pesquisas afirmam que o aquecimento global é apenas um processo natural e que as ações antrópicas em nada participam na intensificação do mesmo.

Entre os pesquisadores que possuem uma visão alternativa ao que é comumente falado, destaca-se Ricardo Augusto Felício, professor de Climatologia na Universidade de São Paulo (USP). Sua linha de pesquisa trata da variabilidade climática e seus desdobramentos. A pesquisa de Ricardo visa a desmistificar as mudanças climáticas antropogênicas e sua ideologia embutida.

No artigo intitulado O culto à frugalidade e a produção artificial da escassez, publicado na revista ANAP Brasil, o professor critica o excesso de preocupação com questões climáticas em detrimento de outras problemáticas mais graves e urgentes. O artigo traz à tona o que está por de trás do discurso sustentável. Segundo Ricardo, interesses políticos e econômicos servem como base para a construção do discurso ecologicamente correto. A afirmativa de Ricardo é abordada em seu artigo na seguinte citação:

O objetivo da ideologia ambientalista consiste, pois, em descobrir uma maneira de superar uma crise de produtividade, contudo mantendo-se no quadro das relações sociais básicas que definem o capitalismo. É por esse motivo que não coloca os verdadeiros problemas de fundo e absolutiza a crise da produtividade, pretendendo encontrar sua origem nas relações desarmônicas entre o sistema econômico e a natureza. A ideologia ambientalista, desse modo, veio conceder nova vida ao mito do esgotamento da natureza.

Em entrevista cedida ao Programa do Jô, no dia 02 de março de 2012, o professor e pesquisador Ricardo Augusto Felício ratifica esta linha de pensamento: “É somente uma hipótese e não uma teoria, já que não há prova científica sobre o aquecimento global”. Dentre as suas afirmações, o professor defende que o efeito estufa é a maior falácia científica existente, que o nível do mar se mantém o mesmo e que a camada de ozônio é inexistente. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Confira outra entrevista com Ricardo Augusto cedida à TVFakeClimate:

Mudanças sentidas de perto

Para Silvana Oliveira, trabalhadora autônoma natural de Viçosa, não há como o aquecimento global ser mentira. “Antes fazia muito mais frio, agora o verão parece até maior. Acho que a temperatura mudou”. A percepção de Silvana a respeito do clima pode ser explicada não só pelo viés do aquecimento global, mas também pelo estudo sobre outros fenômenos climáticos.

O aumento da temperatura pode ser medido em escala local. À medida que a população urbana cresce ao longo das décadas e ocupa cada vez mais espaço nas cidades, erguendo edifícios e superlotando o trânsito com automóveis, as interferências climáticas em um espaço reduzido se agravam. O que, na prática, não significa o mesmo que um aquecimento global, já que apenas atinge uma pequena parcela da população do planeta, ficando restrita a determinadas áreas urbanas.

Esse fenômeno é conhecido como ilhas de calor e se refere ao aumento da temperatura devido à retenção de calor nas cidades, o que é provocado, como já foi citado, por simples ações como asfaltamento de ruas, entre outras.

A professora de Climatologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Magda Luzimar de Abreu, busca esclarecer essa questão, situando sua pesquisa na capital mineira, Belo Horizonte. No artigo O Clima Urbano de Belo Horizonte: análise têmporo-espacial do campo térmico e hígrico, publicado na Revista de Ciências Humanas da Universidade Federal de Viçosa em 2010, Magda analisa as mudanças de temperatura em Belo Horizonte, também provocadas pelas ilhas de calor, conceito que, segundo Ricardo Felício, explica as mudanças climáticas em algumas cidades.

Um trecho do artigo de Magda mostra modificações ocorridas na capital mineira:

“O município de Belo Horizonte apresenta peculiaridades naturais e sociais que formam um universo de análise extremamente favorável ao estudo do clima urbano. Possui feições geográficas que contribuem não só para diferenciações topo e mesoclimáticas em espaços relativamente próximos, como para a exacerbação de problemas resultantes da degradação ambiental, tais como formação de ilhas de calor e concentração de poluentes. As implicações do rápido desenvolvimento econômico da cidade, sua expansão espacial e o crescimento demográfico vêm sendo sentidos pelas constantes degradações ambientais, tanto em nível municipal como metropolitano” (ABREU, 2010).

As hipóteses são muitas e as incertezas são fundamentais para a obtenção de algum resultado científico. Por um lado, defende-se que não há nada com o que se preocupar, já que o aquecimento global é um fenômeno climático natural, como tantos outros que a Terra já sofreu. Por outro, afirma-se que o homem é o grande responsável pela intensificação do problema e assim propõe a sustentabilidade como uma possível saída.

E você, o que pensa sobre o assunto?

Anúncios
Etiquetado , , ,

Falha Nossa: seria mesmo um mal entendido?

Filipe Monteiro

Por que será que sempre quando estamos sob pressão, estressados, ou, até mesmo, distraídos, temos a estranha tendência em trocar o nome das coisas, falar o que não devemos, ou dizer o exato oposto do que pensamos em falar? Este inusitado fenômeno não é novidade para ninguém. Há quem diga que tudo não passa de uma confusão das ideias, outros afirmam que há um motivo por trás do erro. Quanto ao conceito principal, Freud explica.

Reprodução: Google Imagens

Um dos casos mais polêmicos foi a falha cometida pelo tucano José Serra, na ocasião candidato à presidência do Brasil. Em campanha, Serra afirmou “eu nunca disse que sou contra o aborto, até porque sou a favor”, querendo dizer exatamente o contrário. Segundo o peessedebista, a ocasião não passou de um mal entendido.

Outro caso bastante comentado foi o episódio em que a jornalista Ana Paula Padrão, apresentadora do Jornal da Record disse ao vivo da cerimonia de abertura dos jogos olímpicos de Londres: “você está assistindo o Jornal da Globo”. Para muitos isso tudo não passou de uma confusão de palavras. É o que também pensa a aposentada, Marlene Lapa, 74. “Na hora da confusão, a razão fala mais alto. Eu acho que quando isso acontece, é apenas uma confusão de palavras. Nada além disso”, comenta.

Uma nova perspectiva

Reprodução: Café com versos

A compreensão dos estudos acerca do ato falho pode ser de suma importância em vários setores, seja na análise de mídia, análise política, na educação ou até mesmo na rotina diária.

A professora Soraya Farias, especialista em psicopedagogia pela Universidade Severino Sombra, destaca a importância da aplicação da psicologia nas relações com as crianças. “Todo mundo está sujeito a dizer as coisas sem pensar, mas com crianças isso ocorre com uma frequência maior. O papel do psicopedagogo é escutar tudo o que se tem a dizer com atenção e transmitir confiança, assim o aluno poderá se abrir e dizer os problemas que normalmente não diria a um professor. Dessa forma pode-se trabalhar o problema”.

Quanto à percepção das atitudes dos estudantes, Soraya ainda lembra: “Ao conversar com a criança, deve-se tomar o cuidado de adequar a linguagem usada. Não se pode tratar a criança como um adulto, mas tratá-las como bebês também não é eficaz. Uma simples análise de palavras ditas e atos pode ser suficientes para ter uma noção do que a criança vive em casa ou na rua”, afirma.

Falar com calma, organizar ideias, e prestar atenção no que se diz podem ser alternativas eficazes na elaboração de um discurso coerente. O que não se pode esquecer é que todos estão sujeitos a cometer falhas ou deslizes na hora de se expressar. Coincidência? Talvez. Confusão? Não se sabe. Isso tudo pode ser uma boa peça pregada pelo inconsciente. Em meio a tantos pensadores e cientistas, a afirmativa mais válida talvez venha da boca de um sábio garoto mexicano: “foi sem querer querendo”.

Etiquetado , , , , , , , ,

O dilema ético dos testes com cobaias animais

Laura H. C. Vasconcelos

Um tema emergente na mídia e sempre em pauta quando se trata de natureza e sustentabilidade é o uso de animais para testes laboratoriais. Essa discussão vem à tona todas as vezes em que algum novo medicamento é descoberto e que macacos, ratos ou qualquer outro animal tenham sido usados na fase de teste.

Esse é um constante jogo entre dois poderes: a ciência, que busca novas tecnologias, novas descobertas e novas formas de aplicação de conhecimentos, e os ambientalistas, que se preocupam com o futuro do planeta e com os danos sofridos pelos animais, que passam por processos muitas vezes dolorosos e outras letais.

Movimentos ideológicos crescem cada vez mais, lutando para que os biotérios sejam fechados, afirmando que esse tipo de teste é arcaico e ultrapassado, pois a tecnologia já permite que outros tipos de exames sejam feitos, utilizando outros meios. Além disso, os participantes de movimentos contra a utilização de cobaias animais argumentam que a maioria dos testes feitos nesses seres é ineficiente, pois seus organismos diferem em vários pontos do organismo humano.

Já a Ciência ainda acredita que o método mais eficaz é o de testes em seres vivos. Para um melhor acompanhamento dos efeitos colaterais do medicamento, é necessária uma observação do meio em que ele foi aplicado, o que se torna muito mais fácil quando se tratam de animais, que possibilitam um acompanhamento de reações.

macaco-laboratório

Há ainda o dilema ético da profissão. Tirar a vida de um animal em prol da ciência é válido quando o objetivo é a cura de um mal da sociedade? Ou tirar uma vida vai sempre significar um crime, passível de punição?

Para os defensores dos animais de plantão, eis que surge uma possível solução para os maus tratos sofridos pelos animais, que servem de cobaias para testes laboratoriais. Pesquisadoras do curso de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) estudam, para aprimorar os testes farmacológicos, um novo meio biorrelevante, com as características parecidas com o meio em que os medicamentos são absorvidos no organismo humano: o trato gastrointestinal.

A pesquisa busca, através de avaliações que analisam desde o pH do medicamento até sua solubilidade e permeabilidade, adaptar os testes com cobaias à tecnologia dos laboratórios, já que grande parte dos medicamentos ainda não passaram por pesquisas como esta. Dessa forma, usando métodos que sejam viáveis econômica e ambientalmente, as professoras Dras. Jacqueline de Souza, orientadora do projeto, e Neila Márcia Barcellos, co-orientadora, buscam vincular tecnologias de facilitação do processo de testes dos fármacos ao equilíbrio ambiental.

animais-em-laboratorio-1

O projeto conta também com a participação de mestrandos do CiPharma (Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas) e alunos do curso de Farmácia da UFOP. Adriana Cotta, aluna do 5º período e bolsista do projeto, acredita que a validação do método unirá o útil ao agradável: será importante tanto para o desenvolvimento da Farmácia quanto para a isenção de animais e humanos nas fases de teste.

Conheça um pouco mais sobre o projeto PEA (Projeto Esperança Animal) que é uma Entidade Ambiental e tem o objetivo de propiciar harmonia entre os seres humanos e o planeta. O PEA defende a não utilização de animais para testes laboratoriais e adota uma postura contrária ao abuso, violência, comércio e mals tratos dos animais.

Mais informações pelo site: www.pea.org.br.

Fotos: Reprodução Google Imagens

Etiquetado , , , ,

TerraLab: representação simplificada da realidade

TerraLab é um laboratório fruto da parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Situado no Departamento de Computação da UFOP, o TerraLab é voltado para o desenvolvimento de projetos e pesquisas no ramo da Modelagem e Simulação de Sistemas Terrestres.

Coordenado pelo professor Dr. Tiago Carneiro, 38, o laboratório conta com 28 bolsistas e trabalha com quatro instituições, dentre elas o Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST). Entre os projetos do TerraLab, está o convênio com a prefeitura de Ouro Preto para o SIGHabitar, um Sistema de Informação Geográfica que tem por objetivo ”apoiar a ação fiscal da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, em especial as ações das diversas secretarias que a compõe”, através da criação de um banco de dados que integra todas as secretarias municipais.

Perguntado sobre o SIGHabitar e os usos corretos da tecnologia nos setores governamentais e administrativos, Carneiro afirmou que é preciso uma maior integração do ser humano com a tecnologia. Segundo ele, o hardware e o software nada mais são que ferramentas que dependem da condução e criatividade humana: “A tecnologia facilita e dá rapidez aos processos, mas é o humano quem guia isso tudo.”

O TerraLab tem outros projetos, como a Modelagem e Simulação da Propagação do Fogo, Pronex Rede Dengue, Simulação de Mudanças Terrestres na Amazônia brasileira e Modelação e Simulação da Chuva Tropical Florestal, que seguem a linha ideológica principal do laboratório que é interferir ativamente na realidade através da simulação e modelação de fenômenos, processos, atores, sistemas ou entidades complexas.

O laboratório fica localizado no Departamento de Computação do Instituto de Ciências Exatas e Biológicas (ICEB) no Campus Morro do Cruzeiro da Universidade Federal de Ouro Preto.

Etiquetado , , , ,

Tecnologia aplicada em smartphones colabora com a gestão municipal

Ana Paula Abreu e Iago Rezende

Assim como é possível utilizar um smartphone para o entretenimento, com aplicativos como Angry Birds ou Instagram, também é possível utilizar a tecnologia para projetos de gestão pública. Nesse sentido, foi desenvolvido, na cidade de Ouro Preto, o convênio SIGHabitar, que permite gerir os recursos de um município a partir de informações extraídas do GPS. Desenvolvido pelo TerraLab – Laboratório INPE/UFOP para Modelagem e Simulação de Sistemas Terrestres -, o convênio permitiu à prefeitura de Ouro Preto coletar, integrar, visualizar e analisar os dados da cidade a fim de gerenciar e planejar ações benéficas ao município.

O trabalho foi realizado a partir de uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Em um trabalho de campo de dois anos, foi possível unir o banco de dados das secretarias municipais e criar um acervo capaz de compreender nomenclaturas heterônimas de uma mesma rua, como a Rua Conde Bobadela, mais conhecida como Rua Direita. O sistema identifica o local independentemente do nome utilizado pelo setor ou cidadão.

De acordo com o Prof. Tiago G. S. Carneiro, pesquisador e professor da UFOP, em texto publicado no blog do TerraLab, por meio dos programas desenvolvidos é possível promover uma tributação mais eficaz e justa, o uso racional dos recursos municipais, a manutenção e o desenvolvimento de serviços mais eficientes.

Ainda segundo o professor, é possível dimensionar os serviços de saúde, segurança e educação. Outros usos do aplicativo são a possibilidade de manter atualizado o cadastro de imóveis, planejar ações da defesa civil, do corpo de bombeiros, das secretarias de trânsito e obra. Além disso, pode-se também gerenciar o uso dos recursos naturais e a coleta de resíduos.

O aplicativo pode ser obtido gratuitamente e está disponível no site do laboratório. Clique aqui para baixar o aplicativo.

Fonte: TerraLab – Acesso em 14/12/2012 às 14h.

Etiquetado , , , , ,

Estudo permite entender o comportamento do Aedes aegypti e pode ajudar no controle da dengue

Thiago Anselmo e Janine Letícia

Está chegando o verão e junto com ele começam as campanhas de combate à dengue em todo o país. Nessa estação, a combinação de chuva e calor oferece a condição ideal para o aumento da proliferação do Aedes aegypti – mosquito transmissor da doença – e, com isso, surge a necessidade de intensificar os cuidados básicos de prevenção. O professor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Dr. Tiago Carneiro, realizou uma pesquisa com base em métodos de tentativas e erros capaz de entender o comportamento da população do mosquito nas cidades, para possíveis formas de planejamento do controle da doença.

Utilizando um programa desenvolvido em parceria da UFOP com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o professor Carneiro mapeou o comportamento do mosquito no bairro de Higienópolis, cidade do Rio de Janeiro, por meio do TerraME, plataforma de domínio público que desenvolve modelos ambientais. Adicionando alguns dados-base à plataforma, o combate à dengue se torna uma medida mais eficiente, diminuindo os casos de infectados pelo vírus.

A doença, que não tem vacina eficiente para sua cura ou prevenção, afetou 286.011 pessoas entre os meses de janeiro e abril desse ano, segundo dados do Ministério da Saúde. O alto índice é alarmante, principalmente em um país que investe pesado, todos os anos, em campanhas contra o mosquito.

O problema fica na questão: Brasil e brasileiros só se preocupam com a proliferação da dengue no verão, esquecendo-se dos outros períodos, dando a possibilidade para a desova de milhares de ovos que sobrevivem até um ano sem eclodir, esperando um ambiente climático adequado para voltar à ativa no ciclo de vida.

Etiquetado , ,

[sem título]

Carolina Lopes Brito

Em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Tiago Carneiro, desenvolveu um modelo computacional capaz de auxiliar no combate à dengue. Esse modelo indica os locais onde a incidência de focos do mosquito transmissor é maior, facilitando a descoberta de estratégias para o controle da doença.

No Rio de Janeiro, um dos estados mais afetados pela dengue, foi feita uma pesquisa pela Fiocruz em que 46 baldes foram colocados em diferentes localidades do bairro Higienópolis e as amostras de ovos coletados foram analisadas. Os dados gerados serviram de base para a pesquisa feita por Tiago Carneiro e sua equipe, já que os resultados da análise possibilitaram um maior entendimento sobre o comportamento das populações dos mosquitos transmissores.

A pesquisa feita em Ouro Preto é de grande importância à população porque, de acordo com o Ministério da Saúde, de janeiro a novembro a dengue causou a morte de 247 brasileiros e foram registrados 3.774 casos graves da doença.

Etiquetado , , ,

Projeto busca solução tecnológica para o controle do mosquito da dengue

Maysa Alves

De janeiro a novembro de 2012, a dengue causou a morte de 247 pessoas no Brasil e o país registrou 3.774 casos graves, segundo o Ministério da Saúde. Principalmente no verão, a mídia bombardeia os cidadãos com informações sobre a doença – como se dá a transmissão, sintomas, tratamentos e formas de prevenção – na intenção de conscientizá-los, porém só as ações de precaução não bastam e não são capazes de conter os focos de transmissão.

O professor Tiago Garcia de Senna Carneiro, do Departamento de Computação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), desenvolveu um conjunto de programas e ferramentas utilizados para desenvolver softwares e aplicativos, o TerraME. Esse ambiente é capaz de construir modelos computacionais que ajudam na compreensão do comportamento das populações de Aedes aegypti em áreas urbanas.

Foi realizado um estudo no bairro de Higienópolis, Rio de Janeiro, junto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que serviu como fonte de dados para o TerraME. As amostras utilizadas na pesquisa foram colhidas em 46 baldes, distribuídos em locais estratégicos no bairro. Segundo o professor, “os modelos computacionais são representações da realidade” e por isso facilitam a descoberta de estratégias de controle da dengue.

A plataforma foi desenvolvida em parceria com TerraLab (Laboratório de Modelagem e Simulação de Sistemas da Terra), Terra Sistema Science Center (CCST), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e FIOCRUZ. E foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Etiquetado , , , ,

Tecnologia é aliada no combate a dengue

Bruna Fontes, Cristiano Gomes e Rosianne Silveira

A estação considerada a mais quente do ano, o verão, está chegando e, com isso, os cuidados com a proteção e o combate a doenças se tornam mais frequentes em todo o país. Uma das mais conhecidas é a dengue, que nos quatro primeiros meses de 2012, obteve uma redução de 86% no número de casos graves em todo o estado de Minas Gerais, segundo o balanço divulgado pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti infectado, que se reproduz em água parada, a dengue ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. Os principais sintomas são febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e nas costas, além do possível aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo. Mas a inimiga número um da estação que agita as áreas litorâneas parece estar com os dias contados.

Para contribuir com a prevenção e o tratamento da doença, várias iniciativas se fazem presentes no meio acadêmico. Um exemplo é da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), onde após cinco anos de estudos laboratoriais, Tiago Garcia de Senna Carneiro, professor do Departamento de Computação (Decom), desenvolveu o aplicativo DegueME, modelagem que fornece serviços específicos para a análise da Dengue.

As simulações dos modelos – representações simplificadas de algo real a ser estudado, como define o professor –, viabilizam a avaliação da relação custo/benefício e, assim, determinam qual é a melhor forma de controlar e impedir a proliferação do mosquito. O serviço conta com simulações gráficas de efeitos naturais (chuva, temperatura, características do ambiente urbano, etc.); variações do modelo, de acordo com fatores diversos e, por último, a execução dos modelos proferidos.

Para a simulação, são utilizados criadores onde é possível estudar o comportamento do Aedes Aegypti em qualquer região tropical. Semanalmente, são colhidas dados amostrais das armadilhas para que o acompanhamento do estudo seja efetivado. “A maior dificuldade se caracteriza no distinção dos ovos postados nos criadores. É obvio que outros mosquitos pousarão ali e utilizarão o criadouro para procriar. É um trabalho minucioso, onde o pesquisador tem que analisar no microscópio, ovo por ovo, classificá-lo e assim fazer a contagem para o estudo”, explica o professor.

Thiago Garcia – que também é coordenador de vários convênios de cooperação técnico-científica, como projetos de pesquisa e desenvolvimentos em geoinformática e em modelagem dos sistemas terrestres firmados entre UFOP e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) –, conta com a ajuda de 28 bolsistas, que trabalham divididos em equipes. O gasto anual para a manutenção dos laboratórios onde a ferramenta digital foi produzida gira em torno do montante de R$250 mil. Garcia explica a vontade de vender partes de softwares e projetos diversos para manter os recursos, porém objetiva a disponibilidade gratuita do DengueMe.

Etiquetado , , , ,

Tecnologia a favor do meio ambiente: modelo de simulação de prevenção de incêndios

Kênia Marcília e Laura Vaconcelos

É cada vez mais recorrente a ocorrência de tragédias resultantes dos impactos causados pela exploração humana. Devido a nossa dependência substancial dos recursos naturais, tornam-se necessários projetos que viabilizem a preservação ambiental associados a metas lucrativas.

O TerraLab, laboratório de Modelagem e Simulação de Sistemas Terrestre, que é fruto de uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), desenvolve sistemas de computação voltados ao geoprocessamento e à modelagem dinâmica espacial, que visão a promover, por meio de simulações, uma maior compreensão do funcionamento do sistema terrestre.

Coordenado pelo professor Tiago Garcia, o laboratório TerraLAB trabalha, nessa perspectiva, com um sistema de prevenção a incêndios, juntamente ao monitoramento e análise de riscos (controle epidemiológico), evita impactos ambientais por simular, através de modelos computacionais, focos de incêndio, sua extensão e velocidade de propagação e danos, sem necessidade de estar in loco, diminuindo gastos financeiros e desperdício de tempo e pesquisa.

Métodos tradicionais ou ultrapassados de controle de incêndio, como provocar queimadas controladas em benefício da ciência, são substituídos por simulações no mundo virtual, possibilitando ao pesquisador antever o comportamento de focos de incêndio e o melhor método de controle e prevenção.

É possível obter, no TerraMe, um conjunto de ferramentas que apoiam todas as fases do processo de desenvolvimento de modelos ambientais. O material está disponível no site do TerraLab. As ferramentas são distribuídas gratuitamente para as plataformas Linux, Windows e Mac de 32 e 64 bits, promovendo, assim, avanços tecnológicos a favor da preservação ambiental.

Etiquetado , , , ,